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terça-feira, 22 de novembro de 2011

BAH TCHÊ, TU FOSTE NOSSO HERÓI !

Em 1946 chegava em São Paulo, oriundo de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, com 19 anos, meu pai, Adalberto Nunes de Oliveira.


Seu objetivo era cursar a Escola Técnica de Aviação, ETAv, que se localizava no Bairro do Brás, bem na divisa com o Bairro da Mooca, curso de dois anos, para a formação de Sargento Especialista da Aeronáutica, Força Aérea Brasileira.

Escola Técnica de Aviação - ETAv
Onde hoje se localiza o Memorial do Imigrante - SP

Sua especialização foi Sistema Hidráulico (SH), área que dominou com muitos conhecimentos técnicos e teóricos

Colegas do curso de hidráulica da ETAv
Terceiro da esquerda p/ direita, no alto, o aluno Adalberto


A seriedade em seus estudos fez com que ele se formasse em primeiro lugar de sua turma, em 31 de Janeiro de 1948, recebendo do Comandante da ETAv como prêmio uma caneta de ouro.

Naquele período de escola, conheceu minha mãe, Guiomar, que teve a honra de colocar as divisas de Terceiro Sargento da FAB.

Como primeiro colocado, pode escolher sua primeira Base e escolheu a Base Aérea de Fortaleza-CE, sabendo que após algum tempo poderia ser transferido para Porto Alegre, o que realmente ocorreu, vindo servir na Base Aérea de Canoas-RS.
Devido a isto, casou-se com minha mãe no Civil e mudaram-se para Fortaleza

Guiomar Bartolo de Oliveira
31/01/1948 - festa de formatura da ETAv

Estação de trem da ETAv

Ficou para trás a escola, ETAv, mas jamais se esqueceu dela ficando em sua memória muitos momentos e imagens
O trem da ETAv

Fachada frontal da ETAV

O Relógio da Estação da ETAv

... e o bonde dos alunos para o centro

Em Fortaleza, seus amigos inseparáveis...

No alto, Sgto Jomar, Sgto Adalberto e Sgto Mabilde

Em Porto Alegre, Base Aérea de Canoas ficou por dois anos, época em que nasceu meu irmão, Milton, em 1950, sendo posteriormente, em 1953, transferido para a Base Aérea de São Paulo, BASP, Cumbica, ficando até entrar para a Reforma em 1973.

Em Cumbica, trabalhou no Esquadrão de Suprimentos e Manutenção (ESM) onde conquistou muitas amizades
Equipe completa do ESM, festa de final de ano 1959
(meu pai atrás do braço do violão)

Entrega do C-47 após revisão geral
(meu pai o quarto em baixo)

Como Suboficial, nomeado presidente do Cassino dos SO e Sargentos da BASP

Milhares de horas de voo, vários socorros de aeronaves da FAB, missão de socorro da maior enchente do Ceará nos anos 60 com salvamento de centenas de vidas. Várias medalhas por excelentes serviços prestados à FAB, fez deste herói, nosso pai:

Edson


Yára

Milton


segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O calhambeque

Cumbica, Vila dos Sargentos, 1965

Certa vez, meu pai participou de uma equipe de resgate de um avião C-47 que havia descido em emergência numa fazenda na cidade de Pedreira, em São Paulo.

Após uma semana de árduos serviços de substituição de um dos motores em plena fazenda, ao término dos serviços, visitando a sede da fazenda, observou um Ford 1926 totalmente original, ainda com as rodas raiadas em madeira, e fez oferta de compra do carro ao proprietário que surpreendentemente aceitou.

Negócio fechado, meu pai providenciou o transporte do Ford por guincho particular até minha casa, em Cumbica.

Depois de todas as manutenções necessárias, o Ford funcionou perfeitamente após algumas "maniveladas" pois a partida do motor ainda era por manivela em frente do carro, girando-a até o motor funcionar.

Maravilha....tudo funcionou perfeitamente e até a buzina, aquele barulho que parecia um "jegue" maluco: "ahhuuhg" e o apelidamos de "Fordeco".

Meu pai, Sgto Adalberto, com seu Ford 1926

Quem se encantou com o  fordeco foi o Dique que ao escutar o barulho do motor "pipocado" entrava correndo no carro e não saia até dar um passeio ...

Dique, paixonado pelo Fordeco

...que , aliás, aos fins de semana, todos da vila dos Sargentos queriam dar uma volta neste maravilhoso carro, inclusive os parentes.

Neste carro, o acelerador era na mão, por uma alavanca. Os pedais eram três, sendo o da esquerda o freio de estacionamento, do meio a marcha ré e o da direita apertando era primeira marcha e soltando a segunda e última marcha e as marchas poderiam ser passada desacelerando totalmente o motor, com o carro quase parado.

Este carro fez muito sucesso em Cumbica até um dia ser vendido a um colecionador de São Paulo.



quarta-feira, 16 de novembro de 2011

ENSINO PÚBLICO, ÉTICA E LIBERDADE

E chegando perto do fim de ano, últimas provas escolares, exames, a turma se retirava um pouco para se preparar para esta última fase. A minha preocupação era com a língua francesa, que naquela época, 1969, era matéria reprobatória e minha sorte era que a Cristina Othechar ia muito bem nesta matéria e me ajudou neste reforço.

Os verbos desta língua é de matar e de uma quantidade infinita e a Cristina começou assim:

A língua Francesa, você já aprendeu um pouco sobre os verbos 'avoir' (ter) e 'être' (ser/estar).


Nous sommes la famille Toussaud.Nós somos a família Toussaud.
J'ai un bon mari.Eu tenho um bom marido.

Iremos agora ver com mais pormenor como estes dois importantes verbos são conjugados, ou seja, como se altera a sua terminação dependendo da pessoa em que são usados:


PessoaSingularPlural
1ª- je suis(eu sou/estou) - nous sommes (nós somos/estamos)
2ª- tu es (tu és/estás) - vous êtes (vós sois/estais)
3ª- il est (ele é/está) - ils sont (eles são/estão)


Memorize as formas do verbo 'être' (ser/estar), e em seguida observe o verbo 'avoir' (ter):


PessoaSingularPlural
1ª- j'ai (eu tenho) - nous avons (nós temos)
2ª- tu as (tu tens) - vous avez (vós tendes)
3ª- elle a (ela tem) - elles ont (elas têm)

Provavelmente você já reparou que usamos os pronomes 'elle' e 'elles' em vez de 'il' e 'ils' na tabela acima. Você pode traduzir 'il' e 'elle' directamente para 'ele' e 'ela'. Os pronomes 'ils' e 'elles' são as suas formas no plural, respectivamente. Eles são directamente análogos aos Portugueses 'eles (masculino)' e 'elas (feminino)'.

...e assim, claro, fiz uma excelente prova afastando este fantasma da língua francesa, méritos da Cristina.

Neste pequeno exemplo, pudemos observar como o ensino público naquele período era de muita qualidade e se não tivesse média anual mínima de 5, mesmo com as provas de "segunda época"(última chance), estava reprovado e mais, dois anos seguidos reprovado inapelavelmente estaria "jubilado" sendo obrigado a se transferir para uma escola particular podendo retornar para a escola estadual um ano depois, se houvesse vaga e com isto não poderíamos dar moleza nos estudos, diferente de hoje com a "promoção continuada", ou seja, aprovação direta mesmo sem média mínima.

Quando acabei o Colegial, passei direto no exame vestibular para engenharia sem fazer cursinho e isto ocorreu da mesma forma com meus amigos e amigas de Cumbica devido a excelência do ensino público, principalmente de nossa escola, Instituto de Educação Estadual Conselheirro Crispiniano, de Guarulhos.

Escola Estadual Conselheiro Crispiniano - Guarulhos

O respeito, a ética era uma forma democrática de se viver, pois o direito de cada um ia até começar o direito do próximo e o dever era indiscutivel. Da mesma forma a liberdade somente é plenamente exercida quando limitada pela ÉTICA, muito diferente de hoje, a forma debochada de se viver virou lei e pior ainda incrementada com a corrupção..

Hoje o Governo usa o Ensino Público para melhorar as estatísticas quando a ÉTICA seria o Governo usar as estatísticas para melhorar o Ensino Público.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

ESCOLA ESTADUAL CONSELHEIRO CRISPINIANO DE GUARULHOS - ESCOLA MODELO

Numa atividade escolar, do Colégio Estadual Conselheiro Crispiniano, o trabalho determinado para todo o colégio, para a turma da 4ª série ginasial, turma de meu irmão Milton, era montar um aeromodelo, daqueles que se compra a madeira, papel japonês, cola, espátula, tintas e muitas outras coisas e a prova era que o aeromodelo teria de voar e ficar planando por mais de 3 minutos.


Comprado o material, a tarefa de montar passou a ser do Milton, com minha ajuda e a supervisão de meu pai.


Uma parafernalha, com muitas partes a serem recortadas, lixadas, fixadas com cola e acabada com papel japonês e para isto, a mesa da sala foi totalmente ocupada por alguns dias, com a planta de montagem sobre a mesa e aos pouco as partes do aeroplano iam tomando forma ...





... e finalmente, fixado o papel japonês, passando-se cola especial por todo o papel que aquecido a uma lâmpada, a folha ia ficando bem esticada e depois de alguns retoques e tinta, a nossa obra estava terminada e o interessante é que a asa era fixada à fuselagem com um elástico em "X".



Chegado o grande dia da "prova" que seria realizada no campo de futebol do Estádio Fioravante Iervolino em Guarulhos, todos nós da turma dos meninos de Cumbica que estavam matriculados nesta escola, fomos juntos de ônibus e descemos no centro de Guarulhos, seguindo o resto do caminho até ao estádio a pé.

No caminho, um incidente quase acaba com as pretensões do meu irmão quando ele inadvertidamente colocou a asa do aeromodelo entre minhas pernas e a ponta desta se separou. Graças a prevenção de meu pai, levamos cola para emergência, o que salvou a situação.

Um a um, os alunos iam colocando seus planadores pra voar sob o crivo do professor de Ciências que ia dando a nota para cada apresentação.

Chegando a vez do Milton, fixamos um barbante de aproximadamente 20 metros no gancho em baixo do aeromodelo, segurei pra ele no alto e com  o apito do professor, o Milton começou a correr contra o vento e o aeroplano subiu bem alto e soltou-se do barbante, planando maravilhosamente por muito tempo..., para alegria nossa...



... e principalmente para alegria do Milton.

Milton

Esta atividade escolar, fez com que um de nossos amigos, o Elinor Fernandes (Nonô), hoje médico, se tornasse Campeão Sul Amaricano de Aeromodelismo no Chile (1972), modalidade Planadores.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Águias de Fogo

1967 - 1968

A série de aventura recebeu o apoio da Aeronáutica, apresentando histórias  ficcionais com base em fatos verídicos. Entre os temas apresentados estão a tentativa de sequestro de um diplomata estrangeiro, contrabando na fronteira e missões de resgate. Foram produzidos 26 episódios, que foram conservados pela Cinemateca Nacional.


As filmagens eram feitas na Base Aérea de Cumbica, onde os atores eram filmados nas cabines dos aviões que nunca levantaram vôo. Com uma tela no fundo e um extintor de CO2 cumprindo a função de ‘fabricar’ as nuvens, as cenas eram filmadas dando a impressão de que o avião estava realmente no ar. Algumas cenas foram feitas dentro de aviões em vôo para depois serem inseridas na sequência das cenas da série.

Clique para ver um seriado


Nestas filmagens feitas onde hoje é o Aerporto Internacinal de Cumbica, como num tunel do tempo adentramos no hangar do 2º/10º GAv, Esquadrão Pelicano, com participações do SA-16 Albatroz, helicóptero SH-1D, B-25, NA-T6, o Beech C-45.

Numa das cenas desta filmagens, numa reunião, verifica-se a participação de alguns militares da BASP.

E nós, os meninos de Cumbica, como não poderia deixar de ser, acompanhamos as filmagens.


sexta-feira, 4 de novembro de 2011

A MENINA, PAI....A MENINA...

E um dia, meu pai chega em casa e me chama "Edson, amanhã vamos tirar o motor da Vemaguete para descarbonizar"!


-- O que? só nós dois pra tirar um motor? perguntei meio assustado.
Meu pai rindo, disse " Amanhã você vai ver ".

Amanheceu aquele sábado ensolarado e eu e meu pai fomos para a Vemaguet.

Ficou combinado que enquanto ele vai em baixo do carro, eu iria soltando as mangueiras, correias parte elétrica e soltando os parafusos do cabeçote do motor.

Feito isto, meu pai saiu de baixo do carro, havia soltado os parafusos que prendiam o motor ao chassi, com os coxins, pegou uma tora de madeira de uns 3 metros, encaixou entre duas correntes de aço previamente fixadas ao motor e eu de um lado, ele de outro, levantamos o motor até ele sair do habitáculo e o colocamos ao chão.

Retirado o cabeçote do motor, eu iniciei a retirar o carvão que estava incrustado nas cabeças dos pistões deixando os totalmente limpos, com o alumínio quase brilhando.

Remontamos o motor e o recolocamos no habitáculo, fixando todos os componentes mecânicos e elétricos.

Tudo pronto...dada a partida e o motor para nossa satisfação funciona perfeitamente, como um relógio bem regulado.

Habitáculo do motor DKW

Este fato, com os ensinamentos de meu pai, estava sendo definido o meu futuro, pois quando me formei em Engenharia,  direcionei toda minha vida profissional para a Indústria Automotiva.

Como eu estava com 14 anos, depois deste trabalho, ele me ensinou a dirigir, coisa que em pouco tempo eu já dominava perfeitamente a Vemaguete e levava minha mãe ao Reembolsável (mercado da BASP) quando meu pai viajava.

Certa  vez, eu lavando a Vemaguet ao lado de casa, de repente, numa para de descanso, fui até o meio da rua e olhei lá embaixo na AV-3 ...
As casas lá embaixo na Av-3...eu à direita

... e ,  por algum motivo que ainda não sei, a Vemaguete começou a andar sozinha, pois havia um desnível entre a lateral da casa e a rua. Corri para frente da Vemaguete para segurá-la, porém como eu estava molhado, fui escorregando junto com ela para o barranco em frente a rua. Chegando perto do barranco, cai numa saliência do barranco e a Vemaguete, passando por cima de mim sem me tocar, desceu sozinha o barranco em direção às casas da Av-3.

Levantei correndo e me agarrei no parachoque traseiro dela e fui sendo arrastado e gritava..

Como, por sorte, o capim gordura estava muito alto e no caminho havia um tambor de 200 litros deitado, o carro passou por cima dele e o prendeu por baixo, parando o carro.


Desnível da lateral da casa em relação a rua
(não havia o portão e a construção ao lado esquerdo da casa)

Lá no alto, na Av 2, vi o João Casal  que passava por ali, estarrecido com o que acontecia.

Com o susto, eu tremia igual vara verde e meu pai desceu correndo, e eu segurando no parachoque ainda, gritava...
--- A menina, pai....a menina!!

Ele desesperadamente foi em baixo do carro e não encontrou nada.

Os colegas de meu pai, vendo o acontecido, correram pra ajudar...levantaram o carro e retiraram o tambor de baixo.. meu pai deu partida na Vemaguete e subiu de volta para casa sem qualquer arranhão ou danos na Vemaguete.

Após, todo arranhado e assustado...fui levado ao banheiro para um banho e lá, tremia muito e chorando, soluçando eu falava ao meu pai...
--- A menina, pai...a menina, pai...
Meu pai entrou de roupa e tudo e me abraçando disse que estava tudo bem, que era apenas um tambor de óleo.

Serviu-me a lição de que jamais devemos confiar num carro, pois em desatenção ou descuido um acidente grave pode ocorrer, pois eu deveria ter também calçado as rodas da Vemaguete e não só puxar o freio de mão.


Minha  DKW Vemaguete



quarta-feira, 2 de novembro de 2011

REMINISCÊNCIAS

Cada casa todas do mesmo formato tinha uma cor, uma vermelha, outra verde, outra azul e depois, uma amarela.  O telhado das casas eram com telhas francesas que resistiam ao peso de uma pessoa, porém não resistiam ao vendaval das tempestades de verão e posteriormente foram substituídas por telhas onduladas parafusadas.


As cores das casas, intercaladas, formavam um colorido que transmitia alegria.

Eu, à direita, com 12 anos(1964), a Yára e meus primos Sérgio e João

Na varanda da entrada social, na parede frontal, haviam furos circulares que eu usava para subir ao telhado da casa

Em frente das casas, uma placa fincada no jardim da frente, mostrava o nome do morador...


... e com isto, praticamente conhecíamos todos os residentes pelos nomes dos militares:
Sgto Adalberto, Sgto Serra, Sgto Jardim, Sgto Drummond, Sgto Sávio, Sgto João Alves, Sgto Arno,
Sgto Garcia, Sgto Cassulino, Sgto Travassos, Sgto Arnaldo, Sgto Assis, Sgto Barbosa, SO Alberto,
SO Piccinini, SO Correa, Sgto Batalha, Sgto Ávila, Sgto Machado, Sgto Moura, Sgto Moreira,
Sgto Nunes, SO Casal, Sgto Pozzoli, Sgto Jaques, Sgto Jácome, Sgto Orlando, SO Palulian, SO Viviane
Sgto Maiolino, Sgto Cícero, Sgto Mendes, Sgto Moacir, Sgto Xavier, Sgto Bruno, Sgto Afonso,
SO Thomaz... e tantos outros...cada nome, uma casa, uma cor, uma família, um amigo.

Minha primeira casa foi azul e a segunda branca , pois em 1963, posteriormente todas as casas foram pintadas de branco.

Minha segunda casa (1964 a 1970)

As Avenidas 1, 2 e 3 eram de terra batida, sendo que foram asfaltadas em meados de 1967 juntamente com a construção de novas casas na Av 3 e 4, com modelos diferente das anteriores.

No calçamento da ladeira entre as Avenidas 1, 2, 3 e 4, com paralelepípedos, o Sílvio (solista do The Hards), filho do SO Correa foi contratado pela construtora para ser o fiscal de recebimento de material, anotando as viagens dos caminhões de areia e paralelepípedos e nós passávamos o dia com ele controlando as chegadas dos caminhões com o material.

Acompanhamos a colocação de cada paralelepípedo na ladeira, uma vez que estávamos de férias escolares e acusávamos qualquer irregularidade nas colocações das peças, que com isto, a obra ficou perfeita.

Ladeira de paralelepípedos na Vila dos Sargentos

Neste mesmo período o Cinema da BASP, Cine Zé Carioca, foi totalmente reformado e modernizado e na inauguração, na bomboniere do cinema, foi contratado o Alexandre Othechar...

Alexandre

... que devido a isto assistia a todos os filmes, inclusive os "proibidos" para menores, pois na entrada do cinema um soldado conferia a carteirinha de entrada do cinema que constava nossa data de nascimento e barrava os que não tinham idade para assistir ao filme.

Cinema da BASP

Neste mesmo cinema nos finais de ano aconteciam as festas de formatura (naquela época existia) da turma do 4º ano primário e entrega de medalhas aos primeiros colocados das turmas de todas as séries do Grupo Escolar Ribeiro de Barros que ficava dentro da BASP.
Lucélio Garcia recebendo o diploma

Na antiga Capela da BASP...

Antiga Capela da BASP

... eram celebrados os Sacramentos da Primeira Comunhão, após término das aulas de Catecismo dadas pelo Capelão Padre Idelfonso, da BASP.

Capelão Padre Idelfonso

Os carnavais, inicialmente eram festejados nos salões do Cassino dos Suboficiais e Sargentos

Cassino dos SO e Sgtos

e posteriormente, após inauguração, no salão do Clube dos SO e Sgtos na Vila dos Sargentos.

Alguns dos meninos de Cumbica fantasiados pro Carnaval
(em pé) Vanderley, Reinaldo(sheik), Moritz , Wade Piccinini, ? , ?, Beco e ?
(em baixo) Roberto, ? ,?, Raul, ? e Alexandre
(?) nomes a serem lembrados


Alguns militares daquela época, 1957 a 1970, da BASP, residentes na Vila dos Sargentos

SO Alberto, SO Orlando, SO Alexandre e o último à direita SO Adail

Sargento Batalha

José Dantas Drummond 

José Dantas Drummond


Sargento Garcia (esquerda)

De vestido florido, Dna Antea, esposa do SO Líppolis - à direita, SO Salles

SO Drummond

Meu pai, SO Adalberto e minha mãe Guiomar

O primeiro da esquerda, Luiz Cremonezi, a seguir:
     Arnaldo(MAv do 1º/10º), Assis(Enfermeiro), Amílcar(QAv do 1º/10º)  e o Laercio(VO do 2º/10º)

Em baixo: SO Arruda e SO Travassos 

Locateli, Siqueli, Orestes e Cremonezi

Baile no Cassino dos SO e Sgtos - 22/05/1967
Esq p/dir: com a mão no queixo, SO Alexandre, após, Sgto Orlando, Sgto Mertens e Sgto Adalberto
Filhos: Deise (Sgto Orlando), em baixo o Milton (meu irmão), Yára ao lado (minha irmã) e eu (Edson) atrás no alto.  

Festa de fim de ano de toda equipe do ESM - 1959
Identificados: Sgto Machado (cigarro na boca), Sgto Jardim (terceiro no alto), Sgto Adalberto (atrás do braço do violão), Sgto Batista (lado direito do violão) - observem que ainda é o uniforme cáqui.

No páteo do ESM
em baixo, segundo da dir p/ esq: Sgto Jardim, SO Palulian, Sgto Adalberto(meu pai)

Festa de aniversário da BASP - 22/08/1964
Sgto Adalberto e Guiomar, Dna Hula e Sgto Ciro (meteorologista)

SO Bustamante à direita






 Aguardando mais fotos de residentes da BASP - Cumbica